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A independência que o MEI não tem

Autor: Ricardo de Freitas

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Qual é a real autonomia contábil do microempreendedor na hora de declarar o Imposto de Renda?

Faltam poucos dias para acabar o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda, mas os Microempreendedores Individuais (MEIs) continuam com muitas dúvidas.

“O governo propaga a ideia de que o MEI não precisa de uma contabilidade formal, e não é verdade. Esse regime tributário tem formalismos complicados e obrigatórios. Entre eles, o mais comum é misturar a pessoa física com a jurídica. O contribuinte tem dificuldade de distinguir essas duas entidades”, explica Claudio Cifali, empresário contábil e especialista de outsourcing.

Os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2017, cerca de R$ 2.380 por mês, precisam acertar as contas com o leão até o dia 30 de abril.

Para chegar no valor a ser declarado, é preciso separar os rendimentos pessoa física, pagamentos e impostos, dos rendimentos do MEI (lucros pessoa jurídica). “Este é valor que deve ser colocado na declaração, não o que a empresa recebeu. O problema, para muitos microempreendedores, é que esses dados foram gerados no decorrer de 2017”, esclarece Claudio Cifali.

Este modelo de regime tributário traz certa autonomia, mas qualquer erro pode levar o contribuinte a cair na malha fina. Portanto, se as dúvidas persistirem recorra à contadores ou sites de contabilidade (como o Contabfácil) que formalizam os cálculos e dados necessários à serem declarados no IR 2018.

* Claudio Cifali é consultor, empresário contábil e sócio da Cifali-BPO. O executivo é graduado em Administração de Empresas e Ciências Contábeis, com MBA em Contabilidade Empresarial, além de especialização em Economia Internacional e em Finanças. Tem mais de 35 anos de experiência na execução e gestão de projetos de Business Process Outsourcing (BPO) em multinacionais.

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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