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Aprovado pela comissão do Senado a legalização de bingo, cassino e jogo do bicho

Autor: Ricardo de Freitas

Publicado em

A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional do Senado aprovou, na quarta-feira, dia 9 de novembro, o projeto que amplia o leque dos jogos de azar legalizados no país (PLS 186/2014). A matéria, que segue agora para avaliação do plenário, faz parte da chamada Agenda Brasil – pauta apresentada pelo presidente da casa, Renan Calheiros, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico no país.

De autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o projetodefine os tipos de jogos a serem explorados, os critérios para autorização de funcionamento, as exigências para contratação de sócios e as regras para distribuição de prêmios e arrecadação de tributos. Com isso, cassino, bingo, jogo do bicho e apostas eletrônicas poderão ser legalizados. A proposta possui um substitutivo, do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que também trata das loterias federal e estaduais e do sweepstake – um tipo de jogo relacionado com corrida de cavalos.

De acordo com o relator do PLS 186/2014, Bezerra Coelho, o Brasil é um dos poucos países entre as maiores economias do mundo que ainda não conta com mecanismos legais de regulação dos jogos de azar. Ele argumenta que, como efeito negativo dessa “visão arcaica”, o Brasil sofre com a perda de atratividade para grandes investidores estrangeiros do setor de turismo. Com base nas informações da World Lottery Association, o relator informou que somente no mercado de loterias os jogos movimentaram US$ 400 bilhões em todo o mundo no ano de 2014, dos quais o Brasil teve participação de apenas 1% com as loterias administradas pela Caixa Econômica Federal.

Para Bezerra Coelho, a legalização dos jogos no Brasil pode ser um importante vetor na geração de tributos, emprego e renda. Uma projeção conservadora, segundo o relator, estima a arrecadação de R$ 29 bilhões em tributos para o governo, nos próximos três anos. Ao apresentar seu substitutivo, o relator ressaltou que buscou atender às sugestões de colegas senadores e de representantes de vários órgãos do governo.

“Creio que conseguimos atender às sugestões que procuravam equilibrar a legalização e o cuidado com os crimes de lavagem”, afirma o senador.

Pelo texto, apenas o governo federal pode explorar os jogos de azar. Caberá à Caixa, na qualidade de agente operador, a administração das contas das empresas, bem como o apoio a ações de fiscalização dos jogos. O processo para a concessão da exploração de jogos de azar será sempre precedido de licitação. A concessão terá a duração de até 25 anos, dependendo da modalidade, podendo ser renovada por igual período uma única vez.

Revista Encontro

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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