Destaque
As 4 Maiores Fontes de Renda do Crime Organizado no Brasil
Um estudo recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado pelo portal Metrópoles, revela a magnitude do faturamento do crime organizado no Brasil, com atuação em diversos setores da economia. A pesquisa aponta para um cenário preocupante de infiltração de grupos criminosos em mercados-chave, como os de combustíveis, bebidas, ouro e cigarros, movimentando bilhões de reais anualmente.
Metodologia da Pesquisa
O estudo “Follow the products – rastreamento de produtos e enfrentamento ao crime organizado no Brasil” analisou a atuação de grupos criminosos em quatro mercados específicos, utilizando diversas fontes de dados como operações da Polícia Federal, relatórios acadêmicos, informações de entidades setoriais, da sociedade civil e da imprensa.
Leia Também:
- Contador e os direitos autorais: como orientar o cliente e ficar dentro da lei
- Você conhece o auxílio-acidente e como fazer seu cálculo? Veja aqui!
- Receita Federal informa parada programada do ecossistema CNPJ
- Plano de saúde para MEI em São Paulo: como usar seu CNPJ para pagar menos?
- Simples Nacional sem mistério: aprenda quando usar o DAS Avulso e garanta sua regularidade fiscal!
Resultados e Impactos
A pesquisa estima que o crime organizado no Brasil gera um faturamento anual de pelo menos R$ 146,8 bilhões, proveniente de mercadorias no setor formal da economia. Os principais mercados afetados são:
- Combustíveis: A atuação dos grupos criminosos visa a lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e práticas ilegais como roubo, desvio e adulteração de combustíveis.
- Bebidas: O mercado de bebidas também é alvo de atividades criminosas, como a falsificação de produtos e a sonegação de impostos.
- Ouro: A exploração ilegal de ouro, o contrabando e a lavagem de dinheiro são os principais crimes identificados neste mercado.
- Cigarros: O comércio ilegal de cigarros, a falsificação de marcas e a sonegação de impostos são os principais problemas observados neste setor.
O estudo revela que o volume de combustíveis ilegais no Brasil em 2022 seria suficiente para abastecer toda a frota veicular do país durante três semanas consecutivas. Além disso, a presença de postos piratas que operam fora das normas e comercializam produtos adulterados agrava o problema.
O impacto do crime organizado nesses setores se estende além do comércio ilícito, influenciando atividades como garimpo ilegal, desmatamento e transporte ilegal de ouro. A sonegação fiscal resultante da fraude em operações interestaduais é outro ponto crítico, com estimativa de R$ 23 bilhões anuais apenas no setor de combustíveis.
Combate ao Crime Organizado
Diante desse cenário, o secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, anunciou a criação de um grupo específico dentro do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para combater as ações do crime organizado nos mercados de combustíveis e lubrificantes. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também informou que utiliza inteligência de dados e parcerias com órgãos públicos para prevenir irregularidades no setor.
A Polícia Federal e a Receita Federal foram contatadas para comentar as iniciativas adotadas para enfrentar as práticas ilícitas destacadas no estudo, mas não houve retorno até o momento. O espaço permanece aberto para futuras atualizações.
Tabela de Faturamento por Produto
| Produto | Faturamento (R$ bilhões) |
|---|---|
| Combustíveis | 61,4 |
| Bebidas | 56,9 |
| Ouro | 18,2 |
| Cigarros | 10,3 |
Exportar para as Planilhas
Entenda:
O estudo do FBSP e as ações anunciadas pelo governo evidenciam a complexidade do problema do crime organizado em diversos setores da economia. As perdas financeiras, os impactos ambientais e a necessidade de ações coordenadas entre diferentes órgãos públicos e esferas de governo para combater esse tipo de crime são evidentes. A transparência e o acesso à informação, como a divulgação deste estudo, são cruciais para o enfrentamento eficaz do crime organizado.
-
Reforma Tributária5 dias agoReforma Tributária: Locadores Precisarão Emitir Nota Fiscal Eletrônica para Aluguéis
-
Imposto de Renda2 dias agoReceita paga HOJE lote de restituição do IR com mais de R$ 490 milhões
-
Contabilidade3 dias agoNovo módulo da Receita Federal muda regras para abertura de empresas a partir de dezembro
-
MEI4 dias agoAtenção MEI! Nova regra da Receita soma renda pessoal ao faturamento
-
Reforma Tributária2 dias agoReforma: Nota Técnica traz mudanças em relação a locação de imóveis na NFS-e
-
CLT3 dias agoQuais as consequências na recusa em cumprir aviso prévio?
-
Economia3 dias agoSenado adia votação que aumenta taxação de fintechs e bets
-
Reforma Tributária3 dias agoO fim da guerra fiscal: por que o mapa competitivo das empresas vai mudar nos próximos anos

Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.