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Banco Central registra alta de 56% em queixas contra financeiras

Autor: Ricardo de Freitas

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A pandemia da Covid-19 causou impactos em diversos segmentos, entre eles, o econômico. Muitas empresas e pessoas físicas recorreram a empréstimos para saldar dívidas e até mesmo enfrentar este momento de crise em que o país passou e que ainda provoca reflexos.

Com isso, o volume de análises de crédito pelas financeiras – autorizadas pelo Banco Central (BC) a conceder empréstimos e financiamentos com maior facilidade operacional – registrou aumento considerável e, consequentemente, as reclamações relativas aos serviços prestados por elas, já que muitas não estavam preparadas para a alta na procura por atendimentos. Levantamento realizado pela Secretaria Nacional do Consumidor, ligada ao Ministério da Justiça, mostra que das mais de 3 milhões de reclamações feitas pelos consumidores brasileiros em 2021, a maioria tinha um destino só: o setor financeiro. Uma em cada três reclamações feitas nos canais de atendimento aos consumidores é contra bancos, financeiras ou administradoras de cartão.

Ranking de Reclamações

Já no ranking do BC, em 2020, houve aumento de 56% em relação ao ano anterior, nos registros de reclamações sobre as operações classificadas como “Oferta ou prestação de informação sobre crédito consignado de forma inadequada”, exatamente no ano mais intenso da pandemia e também quando o crédito foi solicitado com maior frequência diante da instabilidade econômica. Um terço do total dos registros corresponde a operações com crédito consignado (modalidade de empréstimo que ainda vem crescendo muito), com 16,6% do total de 84.825 das reclamações do ano analisado.

“Uma das dores do setor é o processo de avaliação. O processo é longo, exige muito e precisa estar correto para a efetividade da concessão de crédito”, explica Rafael Pagani, diretor da NEOCRED, empresa do setor de tecnologia que oferece soluções para financeiras.

Segundo o especialista, uma das formas para facilitar a rotina de serviços dessas empresas são as soluções digitais que geram praticidade, agilidade e maior assertividade em todos os processos de seu atendimento e, consequentemente, geram mais negócios também.

“Diante de volumes expressivos nos atendimentos, as financeiras caem em erros repetitivos e acabam na lista de entidades delatadas pelos consumidores. A tecnologia pode transformar o serviço dado aos consumidores”, completa Pagani.

Um desses exemplos é a plataforma Cred+, criada pela NEOCRED, cujo foco é a entrega do processo de avaliação de forma segura, prática e totalmente automatizada. “Com a plataforma, os parceiros identificam oportunidades, enviam demandas e a financeira viabiliza o crédito.

A contribuição para essas instituições é auxiliar no processo pré-liberação de crédito, quando é realizada uma análise completa do histórico financeiro do solicitante, além de um levantamento quanto aos riscos envolvidos, caso haja a liberação de crédito e o perfil financeiro. Esse levantamento é realizado para a segurança das empresas, prevenindo o acúmulo de débitos”, explica Pagani.

A NEOCRED integra o Grupo SWA, com sede na cidade de Medianeira, que atua no ramo de educação, gestão de autoescolas/despachantes e, também, no mercado de cooperativas.

Para saber mais: 

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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