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Brasileiros que ganham menos são as novas vítimas do Imposto de Renda
Nas próximas semanas, a Receita Federal do Brasil deve apresentar as novas regras para declarar o Imposto de Renda 2023. A expectativa é que as novidades sejam divulgadas no mês de fevereiro.
Contudo, a tabela do imposto segue sem correção desde 2015, o que ampliará muito o número de contribuintes que estarão obrigados a prestar contas com o leão.
Informações do Sindifisco Nacional — sindicato de auditores da Receita Federal — identificaram que a isenção do tributo beneficiava quem recebia até nove salários mínimos em 1996. Contudo, essa relação caiu para 1,57 em 2022 e agora em 1,46 em 2023.
Novas vítimas do Imposto de Renda
Devido aos avanços da inflação e o reajuste do salário mínimo de 2023, fixado em R$ 1.302, os trabalhadores de baixa renda, que ganham um salário e meio, estarão obrigados a declarar o imposto de renda.
Em 2023, um salário mínimo e meio chega aos R $1.953, obrigando o trabalhador a ter que pagar o imposto de renda se a tabela não for corrigida pelo governo, sendo obrigado a realizar a declaração anual no ano que vem.
Veja a tabela do Imposto de Renda para este ano de 2023
| Valor do salário | Alíquota do Imposto de Renda | Parcela dedutível |
| Até R$1.903,98 | Isento | 0 |
| De R$1.903,99 até R$2.826,65 | 7,5% | 142,8 |
| De R$2.826,66 até R$3.751,05 | 15% | 354,8 |
| De R$3.751,06 até R$4.664,68 | 22,5% | 636,13 |
| Acima de R$ 4.664,68 | 27,5% | 869,36 |
Essa defasagem não preocupa somente os trabalhadores, como também vem preocupando parlamentares que possuem diversos projetos de lei que buscam a correção da tabela. Vale lembrar que a última correção aconteceu há oito anos (Lei 13.149, de 2015).
Na época em que a tabela passou pela última correção, em que se elevou o valor para R$ 1.903,98, esse valor representava cerca de 2,5 vezes o salário mínimo, fixado em R$ 788 em 2015.
Com a defasagem da tabela, outro fator que contribui cada vez mais para que pessoas de baixa renda estejam caindo na incidência do imposto de renda é a própria inflação.
Isso porque, desde 2015, quando a tabela passou pela última correção, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), acumula uma alta incrível de mais de 59%.
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