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CNPJ falso e até call center: fraudes pela internet estão cada vez mais elaboradas
Atenção com transações pela internet deve ser redobrada para evitar prejuízo.
A série de ataques virtuais que atingiram diversos tipos de empresas e instituições em ao menos 150 países deixou uma mensagem clara: ninguém está 100% protegido desse tipo de crime.
Por conta disso, os chamados ciberataques estão se tornando cada vez mais frequentes e exigindo atenção especial principalmente daqueles que fazem compras ou transações financeiras pela internet.
De acordo com o presidente da Eset (empresa de segurança na internet sediada na Eslováquia) no Brasil, Camillo Di Jorge, os crimes cometidos pela internet costumam adotar assuntos que estão sendo amplamente divulgados no momento. “Uma característica comum às fraudes na internet é queelas envolvem temas do momento”.
No começo deste ano, por exemplo, a empresa de Jorge verificou que um vírus estava sendo enviado em e-mails que falavam sobre o saque de contas inativas do FGTS. Essa mensagem garantia que informaria o calendário oficial para retirada do benefício, mas, na verdade, servia para roubar senhas de bancos dos desavisados que fizessem download do arquivo anexado.
Compras online
Também estão se tornando cada vez comuns os golpes feitos por meio de lojas virtuais falsas. Conforme relata o diretor de marketing do site ReclameAqui, Felipe Panniago, o cuidado é tamanho em tornar o site fajuto mais verdadeiro possível, que criminosos fraudam CNPJs e chegam a contratar serviços de call center.
Foram justamente essas artimanhas que fizeram com que o produtor de eventos Bruno Cavalcante fosse enganado.
Ele viu o anúncio de um smartphone em um site por um preço abaixo do que estava sendo cobrado no mercado. Tentando verificar a autenticidade do portal, Cavalcante checou os registros da companhia e entrou em contato com uma central de call center.
Acreditando na autenticidade do site, o produtor então pagou pelo produto, mas só descobriu que fora vítima de um golpe alguns dias depois, quando solicitou o código de rastreamento do produto e não recebeu resposta.
Cavalcante então entrou em contato com seu banco e foi informado de que o valor desembolsado havia sido bloqueado – mas não obteve ressarcimento. Agora, ele espera uma decisão da Justiça sobre o caso, enquanto que o site está fora do ar.
Atenção com o domínio
Há algumas maneiras de se prevenir desse tipo de crime e reduzir as chances de se tornar mais uma vítima.
Uma das mais relevantes certamente é verificar qual é o domínio dos e-mails que chegam na caixa de entrada. Ou seja, olhar com atenção o que está escrito depois do símbolo @ para ver se não há nada suspeito.
Via DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços
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