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Como um escritório de contabilidade pode se preparar para a crise econômica
Antes de entrar no assunto, de responder o que o título deste texto propõe, é importante entender certas premissas que acompanham uma crise econômica, sendo ou não um escritório de contabilidade. Com o conhecimento desses pontos fica mais fácil a percepção desse fenômeno, auxiliando a compreensão da sua consequência, que pode ou não ser devastadora.
Crises econômicas são cíclicas, acontecem de tempos em tempos, algumas levam décadas para acontecer, outras em um período de alguns anos. Da crise de 1929 (quebra da Bolsa de Valores) para o ápice da do petróleo (em 1979) foram 50 anos. As crises também podem apresentar várias intensidades, ou seja, podem envolver apenas um setor – como acontece com o agronegócio — ou todo um sistema — igual à crise imobiliária norte-americana.
Outro ponto fundamental é saber que as crises têm como principal característica a instabilidade do mercado, o que era aparentemente tranquilo se torna arriscado, até porque as consequências delas podem ser imprevisíveis, dependendo do baque.
Escritório de contabilidade
Agora, munido dessas informações, é possível compreender melhor o que um escritório de contabilidade pode fazer. Como todo o prestador de serviço, os contratos devem ser muito bem-feitos, para que os riscos de um possível calote (infelizmente esta é uma possibilidade bem ventilada em uma crise) sejam minimizados.
Além disso, como toda a empresa, o escritório deve sempre ter uma reserva de caixa, uma espécie de fundo garantidor para momentos como esses, que, por serem cíclicos, devem acontecer com maior ou menor intensidades diversas vezes na vida contabilista.
Outro ponto relevante é o escritório de contabilidade ter em mãos tecnologias modernas e avançadas. Elas são ferramentas confiáveis para as oscilações do mercado, pois dão respostas rápidas para situações que exigem um movimento sem perda de tempo, já que a crise no escritório contábil não acontece nele, mas com os clientes deste. Como tudo funciona em cadeia, o contador acaba sofrendo a consequência de um problema com o cliente.
Os efeitos de uma crise podem não ser evitados, mas reduzidos. Um ponto-chave é não focar em clientes de apenas um setor, pois, se este for afetado, todos os outros serão. Quanto mais diversificados forem os segmentos nos quais os clientes pertencem, menor será o impacto da crise para o escritório — afinal, nunca se esqueça da possibilidade do não cumprimento de contratos e a falta de pagamento dos serviços.
Outra questão essencial é o planejamento: uma crise deve estar presente em qualquer plano de ação, pois, quando ela chegar, não pegará nenhum profissional desprevenido. A surpresa é inimiga da saúde da organização.
Oportunidades
Não é clichê dizer que crise é oportunidade. Longe disso! A crise obriga o escritório a sair de uma zona de conforto e a criar alternativas para passar pela tormenta sem prejuízos ao barco. Pense que, se está difícil com você, está complicado também para o vizinho.
Contratos de longo prazo, ferramentas/softwares eficientes e experiência no negócio são instrumentos úteis e fundamentais para o combate dela. Munido dessas ferramentas estará bem protegido dos fortes problemas que assolarão o mercado.
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