Fique Sabendo
Cuidado! O que pode ser vendido como “café de mentira” pela lei?
Por que você pode estar comprando café de mentira e nem faz ideia disso? Veja o que diz a leia respeito desse produto.
Com o aumento nos preços do café, uma novidade tem chamado a atenção e gerado preocupação entre os consumidores: o “café fake”. Em uma recente operação do Ministério da Agricultura, foram apreendidos lotes de produtos que alegavam ser café, mas que, na verdade, não passavam de imitações sem valor nutricional e até prejudiciais à saúde. O que parecia uma alternativa mais barata ao café verdadeiro revelou-se um produto de risco, fabricado com o que muitos chamam de “lixo da lavoura”. Mas, então, o que realmente pode ser vendido como café? E como você pode garantir que está comprando um produto legítimo? Vamos entender.
O que é considerado “café de mentira”?
De acordo com a legislação brasileira, café deve ser produzido apenas a partir do grão da fruta do café. Mas, para que um produto seja considerado café legítimo, ele pode conter até 1% de impurezas naturais, como galhos, folhas e cascas. No entanto, o que não pode de jeito nenhum estar no café são elementos estranhos, como sementes de outras espécies (milho, trigo, etc.), corantes e substâncias adicionadas artificialmente, como açúcar ou caramelo.
No caso do “café fake” que foi apreendido, ele não é apenas um café com impurezas – ele é composto principalmente por resíduos da lavoura, como grãos defeituosos e até cascas de grão, que normalmente são descartados durante a produção do café. Além disso, essas bebidas de “café” também continham toxinas cancerígenas, o que levanta sérias preocupações sobre a saúde dos consumidores que, sem saber, podem estar consumindo esses produtos.
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O que a lei diz sobre a fabricação e venda de café?
A legislação brasileira é clara ao definir o que é permitido e o que é proibido na produção de café. Como mencionei, o café legítimo pode ter até 1% de impurezas naturais, mas é crucial que ele não contenha substâncias estranhas ou adulterantes. No entanto, a grande questão é que alguns produtos são comercializados com rótulos que os qualificam como “café”, mas na realidade são apenas uma mistura de resíduos e impurezas que não têm valor nutricional e podem até ser prejudiciais à saúde.
Por isso, o Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) têm feito constantes análises rigorosas para garantir que os consumidores estejam comprando produtos de qualidade e segurança alimentar. A recente apreensão de lotes de café fake é um exemplo claro da fraude que ocorre no setor e da importância de seu controle.
Café e as impurezas permitidas: qual a diferença?
Apesar de alguns grãos defeituosos serem aceitos pela legislação, o conceito de café de qualidade vai muito além disso. Cafés especiais, por exemplo, são elaborados com grãos inteiros, maduros e sem defeitos, e são classificados com base em um sistema de pontuação que avalia sua qualidade organoléptica (sabor, aroma, etc.).
No mercado, você encontrará café gourmet, café extra-forte, tradicional e especial. Cada um tem uma definição própria, mas todos devem ser feitos de grãos de café e devem passar por um processo de qualidade e certificação. Por exemplo, o café especial exige um controle rigoroso, e nada além do grão de café pode ser adicionado, o que inclui produtos de baixa qualidade como cascas e grãos defeituosos.
Como evitar o “café de mentira”?
Para evitar comprar café de baixa qualidade, o primeiro passo é verificar o rótulo do produto. Procure por selo de qualidade como o da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que garante que o produto foi inspecionado e atende aos padrões de qualidade. Evite também produtos genéricos ou com rótulos vagos, que não especificam a origem ou a composição do café.
Além disso, se você se deparar com preços extremamente baixos ou promoções muito atrativas, vale a pena desconfiar. O café legítimo pode ter variações de preço, mas se o valor parecer muito abaixo do mercado, pode ser um sinal de que o produto não é autêntico. O “café fake” tem como principal atrativo o baixo custo, mas oferece nenhum valor nutricional real e pode comprometer a saúde.
Proteja-se e fique atento
A fraude no café é mais comum do que muitos imaginam, e as autoridades estão intensificando as investigações para combater essa prática. Fique atento ao rótulo e à procedência do produto, e escolha sempre marcas confiáveis que tenham selo de qualidade. Não se deixe enganar por preços muito baixos, que podem esconder produtos fraudulentos.
Portanto, é fundamental que os consumidores estejam cada vez mais informados sobre o que estão comprando. O café de verdade é uma bebida que, além de saborosa, proporciona benefícios reais à saúde. Por isso, cuide da sua escolha e evite cair em armadilhas de produtos falsificados.
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