Reforma Tributária: novo modelo de nota fiscal entra em fase de testes e exige atenção imediata das empresas
A reforma tributária brasileira, que terá início em 2026 e implementação plena prevista para 2033, dá um importante passo a partir desta semana com o início da fase de testes da nova Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Essa etapa marca o começo das adaptações exigidas pelo novo sistema tributário, que impactará diretamente mais de 27 milhões de CNPJs ativos no país.
Com a mudança, a NF-e passará a incorporar dois novos tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Eles substituirão os atuais PIS, Cofins e, parcialmente, o IPI. Ambos funcionarão sob o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), sendo a CBS de competência federal e o IBS compartilhado entre estados e municípios. O objetivo é simplificar a arrecadação e acabar com a cumulatividade e os efeitos em cascata que caracterizam o sistema atual.
Segundo Thais Borges, diretora comercial da Systax, o momento é crítico para as empresas.
“A fase de testes é uma oportunidade para identificar impactos operacionais e fazer os ajustes necessários. As empresas que se anteciparem sairão na frente na adaptação.”
A partir de julho, as empresas poderão inserir de forma opcional informações sobre os novos tributos na nota fiscal, ainda sem validação obrigatória. No entanto, em janeiro de 2026, o preenchimento correto dos campos da CBS e IBS será obrigatório, exigindo conformidade total.
Muitas empresas ainda não começaram os preparativos. A falta de adaptação pode comprometer a emissão de documentos fiscais, afetar o cumprimento de obrigações com o fisco e até interromper operações.
Além da nova NF-e, a Receita Federal iniciará em julho o projeto-piloto da CBS, envolvendo cerca de 500 empresas. A proposta é testar a aplicação do novo tributo federal em ambiente seguro e controlado, sem efeitos jurídicos ou fiscais.
“Trata-se de um ambiente isolado, onde as empresas convidadas poderão simular transações, testar sistemas e contribuir com sugestões para aprimorar as ferramentas”, explica a tributarista Pâmela Larissa Miguel, do Mattos Filho.
Segundo a advogada Ariane Guimarães, a transição exigirá:
“A comunicação entre as áreas será essencial. Empresas que se prepararem antecipadamente terão vantagens operacionais e estratégicas na nova realidade tributária.”
Nos siga no
Participe do nosso grupo no
Ficar atento aos direitos autorais faz parte do papel do contador para orientar seus clientes
Quer saber quanto é o valor pago pelo INSS pelo auxílio-acidente? Veja aqui.
Trata-se da entrada em produção do Módulo de Administração Tributária que traz impacto para a…
Plano de saúde para MEI pode ser a alternativa mais econômica para microempreendedores que desejam…
O DAS Avulso é uma guia que reúne em um único documento os impostos municipais,…
Este lote vai beneficiar 214 mil contribuintes.