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Setor de seguros brasileiro pode ter crescimento real de 3% em 2023
Em um ano de desaceleração da inflação no Brasil, o crescimento real do setor de seguros também deve perder ímpeto, mas continuará no campo positivo. A arrecadação das seguradoras, o chamado prêmio, deve crescer 3% neste ano, já descontada a inflação, de acordo com pesquisa da Swiss Re.
O setor deve desacelerar por aqui na comparação com o ano passado, quando a arrecadação teve crescimento real de 4,3%. As alavancas, porém, serão as mesmas: os seguros que não são ligados a vida, que devem ter alta de 4,5%, contra 12% no ano passado.
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É nessa categoria que se enquadram produtos como o seguro automotivo, que no ano passado passou por um aumento de preços justamente para recompor a inflação dos preços dos veículos – é sobre o valor de tabela que as seguradoras pagam as indenizações, independente do preço do carro no momento em que a apólice foi aceita.
A escalada dos preços machucou os balanços da seguradora, mas arrefeceu nos últimos meses. Daqui em diante, a Swiss acredita que a tendência é de que os preços dos carros caiam, com a normalização das cadeias de produção mundo afora.

Os ramos de vida e saúde, por outro lado, devem ganhar fôlego, com crescimento real de 2,3% neste ano, contra 2,2% no ano passado. Produtos de poupança, o que inclui segmentos como a previdência, ajudarão no segmento de vida, enquanto em saúde, a expectativa é de demanda limitada pelo desemprego ainda alto.
No mundo todo, os dois próximos anos devem ser de recuperação, com crescimento anual médio de 2,1%. Em 2022, a Swiss Re calcula que a arrecadação do setor de seguros caiu 0,2% em termos reais.
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A inflação também explica o desempenho do setor em escala global. Os bens segurados têm valor de indenização atrelado ao aumento de preços, mas o repasse às taxas cobradas nos contratos só ocorre nas renovações, em muitos casos, anuais.
O mercado de seguros vive, desde o ano passado, o chamado ciclo de endurecimento porque além de os preços dos seguros aumentarem, a cobertura diminuiu. Inflação, juros altos e perdas de grande porte com desastres climáticos compõem a fórmula que leva às condições mais difíceis.
Fonte: InfoMoney
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