Economia
Prévia do PIB indica alta de 0,3% no 2º trimestre, apesar de queda em junho
A economia brasileira encerrou o segundo trimestre de 2025 em ritmo de desaceleração, mas conseguiu registrar crescimento no período. Segundo os dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) teve uma queda de 0,1% em junho, após recuo de 0,7% em maio. Ainda assim, no acumulado do trimestre, o indicador mostra alta de 0,3%.
O desempenho de junho ficou abaixo do esperado pelo mercado, que projetava leve avanço de 0,05%.
Setores da economia em junho
A abertura dos dados mostra que a agropecuária foi o setor que mais retraiu, com retração de 2,3% em junho e queda de 3,1% no trimestre. A indústria também recuou levemente no mês (0,1%), enquanto o setor de serviços foi responsável pela maior parcela do PIB, cresceram 0,1% e acumularam alta de 0,7% no período.
Perspectivas
O BC já havia sinalizado que pretende manter os juros elevados por um período prolongado, justamente para conter pressões inflacionárias. No entanto, essa postura tende a desacelerar gradualmente ao longo do ano.
Além disso, desde o início de agosto, os Estados Unidos passaram a aplicar tarifas de até 50% sobre diversos produtos brasileiros, incluindo carne, café, frutas e calçados. Esses itens representam cerca de 36% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano. Outros 20% também foram afetados por tarifas globais, que variam entre 25% e 50%.
Para tentar conter os efeitos do chamado “tarifaço”, o governo federal anunciou um pacote de medidas voltadas ao setor produtivo, que incluem linhas de crédito, prorrogação de tributos, estímulo às exportações e até compras governamentais.
Expectativas para os próximos anos
Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a expectativa do mercado é que o PIB cresça 2,21% em 2025 e desacelere para 1,87% em 2026.
Lembrando que a divulgação oficial do PIB do segundo trimestre será feita pelo IBGE no dia 2 de setembro. No primeiro trimestre do ano, o inidicador havia registrado expansão de 1,4% em relação aos três meses anteriores.
Portanto, o segundo semestre deve ser marcado por cautela, com empresários e consumidores atentos aos impactos das tarifas e à manutenção da política monetária restritiva no Brasil.
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